
CANÇÃO DO MAR E DO AMOR
Sou pirata no mar aveludado
Da tua pele
E sou forçado a aportar e demorar
No teu rosto.
É a tempestade dos teus cabelos
Que me impele
Pois há ali tesouros, ao menos dois
De que tanto gosto.
São teus olhos, duas amêndoas
Do meu Algarve
Onde brilha o sol como em orvalho
Pela manhã!
Em trilho de beijos percorro e chego
Pelo adarve
Ao rubi dos teus lábios onde tudo
Sabe a romã.
Meus dedos ávidos, como pássaros
Em voos rasantes,
Descem vertiginosamente afagando-te
O pescoço
E chegam sedentos ao vale do teu peito,
Delirantes!
São como as andorinhas que chegam
Em Maio-moço!
Ali onde as colinas se erguem; são duas
Pombas da paz
Que trazem no bico os sabores e aromas
De Abril
E eu sorvo, absorvo e saboreio tudo
O que sou capaz
Nos dois grãos doirados do melhor café
Do teu Brasil!
Teus braços me envolvem e me enlaçam
Como lianas.
Nossas mãos travam lutas de carícias
Sem quartel
Os teus dedos nos meus lábios afloram e
São sultanas,
Têm a maciez e o sabor de doces favos
De mel.
Depois encontro o centro e o vórtice
Da pré-loucura
Donde saio disparado em helípticos
Movimentos
Sigo milímetro a milímetro por cada
Curvatura
E chego aos teus pés que já pedem outros
Andamentos.
É então que tu te entregas e me ofereces
A flor.
É então que começamos a nossa dança
Frenética.
É candombe, é este o samba do nosso
Amor
Bailinho, canção , fado, é poema sem
Métrica
Mistura de fluidos e suores, tudo sabendo
A mar
O nosso barco à deriva baloiça na loucura
Do abraço
Somos dois navegantes, perdidos, que vão
Naufragar
Somos dois mareantes que vão até ao fim do
Cansaço.
Sou pirata no mar aveludado
Da tua pele
E sou forçado a aportar e demorar
No teu rosto.
É a tempestade dos teus cabelos
Que me impele
Pois há ali tesouros, ao menos dois
De que tanto gosto.
São teus olhos, duas amêndoas
Do meu Algarve
Onde brilha o sol como em orvalho
Pela manhã!
Em trilho de beijos percorro e chego
Pelo adarve
Ao rubi dos teus lábios onde tudo
Sabe a romã.
Meus dedos ávidos, como pássaros
Em voos rasantes,
Descem vertiginosamente afagando-te
O pescoço
E chegam sedentos ao vale do teu peito,
Delirantes!
São como as andorinhas que chegam
Em Maio-moço!
Ali onde as colinas se erguem; são duas
Pombas da paz
Que trazem no bico os sabores e aromas
De Abril
E eu sorvo, absorvo e saboreio tudo
O que sou capaz
Nos dois grãos doirados do melhor café
Do teu Brasil!
Teus braços me envolvem e me enlaçam
Como lianas.
Nossas mãos travam lutas de carícias
Sem quartel
Os teus dedos nos meus lábios afloram e
São sultanas,
Têm a maciez e o sabor de doces favos
De mel.
Depois encontro o centro e o vórtice
Da pré-loucura
Donde saio disparado em helípticos
Movimentos
Sigo milímetro a milímetro por cada
Curvatura
E chego aos teus pés que já pedem outros
Andamentos.
É então que tu te entregas e me ofereces
A flor.
É então que começamos a nossa dança
Frenética.
É candombe, é este o samba do nosso
Amor
Bailinho, canção , fado, é poema sem
Métrica
Mistura de fluidos e suores, tudo sabendo
A mar
O nosso barco à deriva baloiça na loucura
Do abraço
Somos dois navegantes, perdidos, que vão
Naufragar
Somos dois mareantes que vão até ao fim do
Cansaço.
(jose cancelinha)
2 comentários:
Olá,
Lindíssimo poema, da canção do Mar e do Amor.
Mui grata,
LUmeNA
Muito bonito poema, tem um ritmo crecente como os bons encontros de amor.
abraços
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